Manifestações políticas afetam turismo no Egito



Por Lívia Inácio

O medo e o desespero estampado em fotos dos maiores jornais do mundo não são os únicos saldos negativos que a onda de protestos egípcia tem deixado no país dos faraós. As manifestações da população e as sanções violentas do governo têm repelido cada vez mais visitantes, afetando de forma incisiva o setor de turismo que representa 11% do Produto Interno Bruto Nacional. Embora o Ministro das Finanças, Samir Radwan, tenha afirmado que ainda não se pode calcular com precisão os prejuízos sofridos pelo país, sabe-se que o impacto econômico que as manifestações causaram no setor mais importante do Egito chegou a US$ 1 bilhão após os primeiros nove dias de protestos.

A cidade do Cairo é uma das mais ameaçadas do país. As pirâmides, cartão postal egípcio, estão fechadas desde o fim do mês passado. Por conta do toque de recolher imposto pelo governo, muitas companhias aéreas cancelaram vôos e isso diminuiu ainda mais o interesse dos turistas em viajar. Os hotéis da capital estão praticamente vazios. Na semana passada, dos 940 apartamentos de um prédio próximo à Praça Tahrir, apenas cerca de 90 (9,5%) estavam ocupados e a maioria dos hóspedes eram jornalistas. Ontem, somente 20 quartos estavam alugados.

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