Mulheres por trás do véu


Atualmente, devido à globalização e à difusão de notícias, quase em tempo real, muitos julgamentos do que é certo e errado entre as culturas se tornam frequentes, até mesmo pelo excesso de exposição que todas têm neste cenário. Desse modo, o Ocidente critica o Oriente e vice-versa, pois ambos enxergam de acordo com suas próprias referências culturais.

Por isso, um dos tema mais controversos entre as nações é o conservadorismo feminino, com seus véus e burcas, nos países orientais, o que se torna dissonante em relação à liberação feminina do último século e sua independência econômica e mesmo sexual.

Apesar de termos o conhecimento de que essa atitude é proveniente de preceitos religiosos e que não necessariamente estas mulheres sejam maltratadas ou estejam infelizes, muitas pessoas consideram isso um ato machista que submete às mulheres a um estado de inferioridade.

Hoje, o uso da “Burqa ou Burca”, por exemplo, (veste feminina utilizada pelas mulheres muçulmanas que tem como utilização esconder todo o corpo da mulher), é um dos assuntos que mais envolvem questionamentos. O seu uso é discutido inclusive entre os sábios. Há um grupo que o defende, baseando-se nos ensinamentos religiosos provenientes das palavras do Alcorão, e há aqueles que o consideram apenas como uso opcional. Além disso, há também muitas outras restrições idealísticas que envolvem os costumes dos matrimônios, dos comportamentos e das atitudes das mulheres.

Um caso bastante recente e, que chamou muita atenção, foi a proibição do uso da burca e também do véu integral pelas Islâmicas na França. A nova lei foi decretada pelo senado francês no final de 2010. Apesar do Islamismo ser a segunda maior religião da França, a lei deverá atingir poucas mulheres. Estima-se que dos 5 milhões de muçulmanos, apenas 1.900 mulheres cubram o corpo totalmente.

Dentre o uso do véu, há também outros costumes conservadores, com relação á mulher, que países islâmicos ainda preservam. Segue abaixo alguns deles para que você, quando estiver viajando por estes países, não “tome nenhum fora”:

1. A mulher muçulmana deve casar-se obrigatoriamente com um muçulmano, enquanto ele tem a liberdade para eventualmente casar-se com uma, ou mais de uma não-muçulmana;

2. A mulher não-muçulmana não é obrigada a adotar a religião do marido muçulmano, podendo livremente conservar a sua religião, embora seus filhos como muçulmanos devem adotar a religião;

3. Caso haja separação do casal (divórcio ou repúdio, reservado apenas ao homem), os filhos de uma não-muçulmana são automaticamente entregues ao pai muçulmano, que sobre eles possui todos os direitos, inclusive de privá-los da companhia da ex-mulher. Ela não tem qualquer direito sobre seus filhos;

4. A jovem muçulmana, uma vez prometida por sua família a pretendente muçulmano, não pode mais olhar outros homens nos olhos, com exceção do pai e irmãos;

5. Geralmente, a menina muçulmana é impedida de seguir determinados cursos na escola laica, como ginástica, natação, biologia ou educação sexual. Chegada na adolescência e eventualmente prometida a noivo muçulmano, ela é geralmente levada a deixar a escola para viver a vida exclusiva do lar.

Fontes:http://www.espacoacademico.com.br/006/06almeida_isla.htm

http://www.amulhernoislam.com/p/questao-da-burqaa-o-tema-e-polemico-e.html

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