Correspondentes: uma pequena reflexão


Se hoje sabemos tanto sobre outros países e culturas, tem amplo acesso à informações, imagens, dentre outros recursos, inclusive em tempos de conflito, é porque existe um profissional que persegue os fatos com tenacidade e curiosidade, que é o jornalista. Sendo nosso representante, ele se inclue nos mais diferentes lugares para mostrar os fatos o mais próximos da verdade, sem interpretações e intermediários. Porém, o correspondente jornalistístico, quando inserido em cenários de conflito, pode sofrer perigo, simplesmente por estar “de penetra”.

Afinal, casos de profissionais agredidos, mantidos como reféns ou assassinados já tem ficado tão frequente que não choca mais ninguém, o que não necessariamente diminui os riscos, pois como transmitir o que está diante dos olhos e ainda garantir a própria segurança? Como reportar sem interferir?

Durante as manifestações no Egito, por exemplo, as organizações internacionais e líderes mundiais condenaram os ataques a manifestantes e a jornalistas no país e pediram respeito à liberdade de expressão de cada uma das partes, como forma de amenizar os ataques violentos.

Durante depoimento fornecido à Rede Globo, o correspondente da emissora, Ary Peixoto, divulgou alguns detalhes sobre a sua experiência durante a cobertura da guerra no oriente Médio. O repórter, relata que viveu muitos momentos de tensão e pânico durante as gravações para o jornal. Os jornalistas no Egito não eram apenas alvos de manisfestantes mas também de policiais. E ainda conta que, para que pudessem realizar seus trabalhos, foi necessária muita cautela e astúcia para que ninguém percebesse que eles eram jornalistas.

Para esses povos, transmitir de forma genérica o que está ocorrendo em suas terras, é um motivo para ocasionar intrigas. Além disso, eles veem essa atitude como uma forma de agressão ao país, o que os revolta ainda mais.

Portanto, em coberturas de riscos, dentre as quais envolva a integridade e a saúde de qualquer jornalista, um grande apoio por parte das autoridades e das organizações devem permanecer. Assim como diz Ary Peixoto, só o fato de estar presente durante um momento histórico contemporâneo, que um dia será lembrado por povos do mundo inteiro, o risco de vida que cada um sofreu não chega nem perto da emoção que se sente ao ver a qualidade do trabalho que foi produzido durante uma grande cobertura jornalística.

Fontes: http://oglobo.globo.com/cultura/revistadatv/mat/2011/02/11/o-reporter-ari-peixoto-relata-sua-experiencia-em-meio-aos-protestos-no-egito-923777271.asp

http://g1.globo.com/jornal-nacional/noticia/2011/02/lideres-mundiais-condenam-ataques-jornalistas-e-manifestantes-no-egito.html

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